O Homo Sapiens está em extinção…

O Homo Sapiens (Homem sábio)
está em extinção…

Procuro sempre por sinais em todos os meios de comunicação e em minha volta. Indícios que permitam montar, da melhor forma possível, o quebra-cabeça da vida que recebemos e que nos cabe completar; sinto ainda uma profunda necessidade de entender em que ponto da história da humanidade nos encontramos. Ontem, na Web, li a seguinte afirmação:
“O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, aconselhou as jovens italianas a procurar parceiros ricos, acrescentando que, por isso, as mulheres costumam gostar dele”.
Meu coração de pronto deu uma sacudida amarga, ao lembrar que esse indivíduo infelizmente goza, em seu outrora democrático e atraente país, de imensa popularidade e sabia, como bom comunicador e formador de opinião, do alcance daquilo que estava falando aos seus entorpecidos súditos.

Talvez possa parecer uma notícia um tanto banal, mas minha alma ficou chocada. O primeiro cidad ão de minha nação de origem conseguiu, perante o mundo, humilhar e banalizar o amor, o feminino sagrado, a magia abençoada dos encontros e mais a sensibilidade e a inteligência das pessoas… Ainda que muitos possam considerar normal esse episódio, nos dias de hoje.
De imediato, busquei ajuda em algo que me fizesse voltar à consciência plena, ao meu centro; e logo encontrei. Há tempos coloquei na tela do meu PC, como que para servir de reflexão diária, uma frase de Carl Jung, o grande psicólogo suíço, que alguém gentilmente me enviou.
Agora entendo o motivo de tê-la deixado à vista: era para ser repassada a todos os leitores do boletim. É tão atual, tão verdadeira, mesmo tendo sido escrita em 1960, que me marcou profundamente, pois Jung conseguiu colocar em poucas palavras quase tudo aquilo que sinto hoje, mas que não saberia expressar de forma tão clara e precisa; parece que ele a escreveu como que em resposta ao Berlusconi:

“Quanto mais velho fico, mais me impressiona a fragilidade e incerteza de nosso conhecimento e tanto mais procuro refúgio na simplicidade da experiência imediata, para não perder o contato com as coisas essenciais, isto é, as dominantes que governam a existência humana […]. É bem possível que estejamos olhando o mundo do lado errado e que poderíamos encontrar a resposta certa, mudando nosso ponto de vista e olhando o mundo pelo lado correto, isto é, não pelo lado de fora, mas de dentro”.

Sergio – http://somostodosum.ig.com.br/

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