Cientistas descobrem nos EUA pistas da ‘partícula de Deus’

Andrew Stern

Cientistas anunciaram uma descoberta que os coloca mais próximos de provar a existência do misterioso bóson de Higgs, a chamada “partícula de Deus”, supostamente responsável por conferir massa à matéria e que completaria a teoria de Albert Einstein sobre o universo.

Preços da Ciência: veja quanto custa o acelerador de hádrons

Analisando dados de cerca de 500 trilhões de colisões entre partículas subatômicas, numa experiência destinada a reproduzir as condições imediatamente posteriores ao Big Bang (explosão primordial que deu origem ao universo), os cientistas do Fermilab, nos arredores de Chicago, produziram cerca de mil partículas de Higgs em mais de uma década de trabalho.

“Infelizmente, essa pista não é suficientemente significativa para concluir que o bóson de Higgs existe”, disse o físico Rob Roser, do Fermilab, ao explicar as descobertas que estão sendo apresentadas nesta quarta-feira numa conferência em La Thuille, na Itália.

A imagem que os cientistas têm das efêmeras partículas de Higgs, que rapidamente se transformam em outras partículas, ainda é ligeiramente “borrada”, segundo Roser. Há uma chance de 1 em 250 de que os físicos tenham se deparado com um acaso estatístico, em vez de terem detectado um bóson de Higgs, e isso está perto do limite de 1 para 740 que a física estabeleceu para a prova da existência de uma partícula subatômica.

A detecção do bóson de Higgs poderia provar a existência de um campo invisível que supostamente permeia todo o universo. O campo de Higgs foi proposto na década de 1960 pelo cientista britânico Peter Higgs, como sendo a forma como a matéria obteve massa depois do Big Bang. Segundo essa teoria, o bóson foi o agente que possibilitou o desenvolvimento das estrelas, dos planetas e da vida, ao dar massa às partículas mais elementares. Por isso alguns apelidam o bóson de “partícula de Deus”.

Ele também completaria o Modelo Padrão da Física proposto por Albert Einstein. Caso a partícula não exista, os físicos precisariam procurar outra explicação para o fato de as partículas terem adquirido massa em vez de ficarem vagando a esmo pelo universo.

O peso das partículas de Higgs encontradas no Fermilab é consistente com o que foi detectado no Grande Colisor de Hádrons, um acelerador de partículas mais poderoso, pertencente ao instituto europeu de pesquisas Cern, que funciona nos arredores de Genebra, na Suíça.

A descoberta do Fermilab foi feita no acelerador Tevatron, de 6,3 km de comprimento, que foi desativado em setembro de 2011. Esse trabalho agora será feito exclusivamente pelo Grande Colisor de Hádrons, que tem 27 km de perímetro para as colisões de partículas.

O Fermilab continua analisando os dados obtidos nas suas experiências, e Roser disse que uma conclusão definitiva pode ser apresentada em junho.

O PRINCÍPIO 90/10 –

Um Princípio é algo que é observado na natureza e que é transmitido na forma de uma hipótese, uma teoria.
É preciso que muitas pessoas o experimentem, que realizem testes e que comprovem para si mesmos os resultados.
Isso dá ao experimentador a certeza íntima de que o princípio é verdadeiro, que está submetido à uma Lei geral, como a gravidade, por exemplo.
Vale a pena tentarmos aplicá-la e passarmos adiante!

Que princípio é este?
Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.

O que isto quer dizer?
Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho.
Mas, você é quem determinará os outros 90%.

Como?
Com sua reação. Ela sim, abrirá muitas possibilidades de fatos novos. Continue lendo “O PRINCÍPIO 90/10 –”

A ESSÊNCIA DO EGO – Queixas e Ressentimentos

Publicado por Selma José em 17 janeiro 2012 às 16:39 em Eckhart Tolle

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Queixar-seé uma das estratégias prediletas do ego para se fortalecer. Cada reclamação éuma pequena História e na qual acreditamos inteiramente. Não importa se ela éfeita em voz alta ou apenas em pensamento.

Alguns egos que talvez não tenham maiscom o que se identificar sobrevivem apenas com queixas. Quando estamos presos aum ego assim, reclamar, sobretudo de alguém, é algo habitual e, é claroinconsciente, o que mostra que não sabemos o que estamos fazendo. Uma atitudetípica desse padrão é aplicar rótulos mentais negativos ás pessoas, seja nafrente delas ou, como é mais comum, falando sobre elas com alguém ou até mesmoapenas pensando nelas. Xingar é o modo mais rude de atribuir esses rótulos e demostrar a necessidade que o ego tem de estar certo e triunfar sobre osoutros:” idiota”, “desgraçado”, “prostituta”,todas essas afimações definitivas contra as quais não se pode argumentar. Nonível seguinte, descendo pela escala da inconsciência, estão os gritos. Nãomuito abaixo disso se encontra a violência física.

O ressentimento é a emoção que acompanhaa queixa e a rotulagem mental dos outros. Ela acrescenta ainda mais energia aoego. Ressentir-se significa  ficar magoado, melindrado ou ofendido.Costumamos nos sentir assim em relação á cobiça das pessoas, á suadesonestidade, á sua falta de integridade, ao que estão fazendo no presente, aoque fizeram no passado, ao que disseram, ao que deixaram de dizer, á atitudeque deviam ou não ter tomado. O ego adora isso. Em vez de de detectarmos ainconsciência nos outros, nós a transformamos em sua identidade. Quem é oresponsável por isso ? Nossa própria inconsciência, o ego. Algumas vezes, a”falta” que apontamos em alguém nem mesmo existe.. Ela pode ser umerro total de interpretação, uma projeção feita por uma mente condicionada aver inimigos e a se considerar sempre certa ou superior. Em outras ocasiões, afalta pode ter ocorrido; contudo, se nos concentrarmos nela, ás vezes excluindotodo o resto, nós a tornamos maior do que é. E dessa maneira fortalecemos emnós mesmos aquilo a que reagimos no outro. Continue lendo “A ESSÊNCIA DO EGO – Queixas e Ressentimentos”

Psicossomática XI: A Criança que somatiza

:: Rosemeire Zago ::

Podemos esquecer o que nos disseram, o que nos fizeram,
mas nunca nos esqueceremos do que nos fizeram sentir.

Apesar de toda informação que temos atualmente, muitas pessoas ainda têm a noção que a criança é um ser passivo, que nada percebe, mas a infância, assim como a gestação, são épocas que podem determinar as escolhas futuras. Podemos encontrar sintomas somáticos não só em adultos, mas também em crianças. Mas o que faz que uma criança apresente um sintoma? Em geral é uma representação dos conflitos familiares, uma projeção dos sentimentos daqueles com quem convive, ou seja, a criança utiliza seu próprio corpo para expressar a maioria dos conflitos que experimenta, e que muitas vezes não percebe de modo consciente.

Devemos considerar que as famílias hoje não são mais estruturadas como antigamente, onde a mãe permanecia em casa vinte e quatro horas por dia, cuidando dos filhos; as crianças hoje estão, em sua maioria, em creches ou escolas desde muito cedo. As babás também assumiram um papel importante na formação das crianças, assim como as professoras. O que torna igualmente importante o contato constante dos pais com esses profissionais.

Os conflitos existentes entre o pai e a mãe podem gerar sintomas na criança tanto quanto os distúrbios do vínculo entre os pais e o bebê, na medida em que impedem um adequado desenvolvimento emocional e conseqüentemente da personalidade. Como também as angústias da mãe podem ser captadas desde cedo pelo bebê, prejudicando-o intensamente.

Uma boa relação com a mãe propicia dentro da criança um sentimento básico de confiança. Caso isso não ocorra, a criança pode perceber que só conseguirá despertar o interesse, a atenção e os cuidados da mãe, adoecendo; principalmente quando isso é reforçado. Quando a criança sente que só é valorizada quando doente, como se fosse premiada com cuidados especiais; e sendo rejeitada quando saudável, ela passa a adoecer com freqüência, relacionando atenção, afeto e amor com doenças. Como a criança não possui outra forma de se expressar, ela aprende a usar o corpo como meio de comunicação e defesa. E podemos encontrar muitos adultos que continuam esse processo com sintomas recorrentes como única forma aprendida de obterem atenção, tendo como exemplo, os hipocondríacos, assunto do artigo anterior. Ou seja, ficar doente é a única forma que encontra para obter atenção. Continue lendo “Psicossomática XI: A Criança que somatiza”

O Cérebro e a mudança de uma crença

por Gloriana Batassa – gloriana2009@gmail.com

No final dos anos 90, fiz um curso que falava sobre o cérebro e o seu funcionamento, mas a primeira frase que a doutora pronunciou ao iniciar o curso, foi que do nosso cérebro sabemos muito pouco, quase nada e que existem vastas áreas da nossa massa cinzenta que não sabemos para que serve.

Na nossa vida diária, o nosso cérebro executa tarefas porque pode “ler” as informações que foram armazenadas segundo os acontecimentos que vivemos na nossa vida, que podem ser agradáveis (informações felizes) ou desagradáveis (informações traumáticas).

As informações felizes e traumáticas ficam registradas nas nossas células e são elas que formam o nosso sistema de crenças.

Portanto, toda vez que estamos vivendo uma situação com momentos felizes ou infelizes que já vivemos anteriormente, o nosso cérebro “pesca” no seu arquivo de informaçoões armazenadas, a situação interior e as células dão o alarme ao corpo fisico, causando sensações que serão sentidas de acordo com o passado.

Por exemplo, numa relação amorosa, uma pessoa “sente” que está sendo enganada, descobre mentiras, sente medo de ser traída, certeza de que alguma coisa está errada, e quando finalmente é abandonada, a sua primeira reação é: “Eu sabia que isso ia acontecer!”. Continue lendo “O Cérebro e a mudança de uma crença”

Você “acredita” em Clarividência?

Dr. Osmard Andrade Faria

Antes de começarmos a conversar sobre clarividência, é bom esclarecer a razão daquelas aspas em torno da palavra do título. É comum ouvirmos perguntarem às pessoas, se acreditam em Deus, na sobrevivência do espírito, na teoria do big-bang que teria dado início ao Universo, na vida inteligente em outros planetas, coisas assim. Nesses casos, a palavra “acredita” se impõe. Vamos reler um maravilhoso pensamento de Buda: “Não creiais em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo; não creiais em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém, que se enquadrar na vossa razão e depois de minucioso estudo foi confirmado pela vossa experiência, a isso aceitai como verdade, por isso pautai vossa conduta.”

A crença contém em si mesma, um pressuposto de inexistência. Acredita-se numa coisa quando não se pode provar sua autenticidade. O escritor Morris West dizia que a fé é um salto no escuro para os braços de Deus. Se Ele estiver lá, tudo bem… Abstraída a crença, o processo de busca da verdade, começa pela dúvida. A dúvida é a grande mãe de todas as verdades. Conforme ensinava Descartes, aquele que procura a verdade, deve, tanto quanto possível, duvidar de tudo. Dizia Bosh que o mais importante papel do cientista é ensinar o homem a compreender. Pois tudo que é compreendido, está certo, aprendemos com Oscar Wilde.

Assim como o caminho que leva da crença ao conhecimento, passa pela dúvida, também o caminho que vai daquilo que a gente sabe que é, até aquilo que a gente prova que é, passa pelo laboratório.

Feito esse intróito, posso voltar à pergunta do título: você acredita na clarividência?

A clarividência é um dos inúmeros fenômenos da área da chamada função psi ou paranormal, também conhecida como “extra sensory perception” (ESP). Os chamados “paranormais” são pessoas sensitivas que desenvolvem certas habilidades incomuns à maioria das outras. E como tais habilidades são essencialmente aleatórias, ou seja, não acontecem quando se quer, mas ocorrem ao sabor do acaso e das oportunidades, a tendência comum é dizer-se que tais fatos são frutos da nossa imaginação. Continue lendo “Você “acredita” em Clarividência?”

Acupuntura e Reiki agora têm explicação científica

Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias Holísticas em animais de laboratório. NOS SERES HUMANOS, MELHOR AINDA. Podemos incluir:
ACUPUNTURA, REIKI E  SHIATSU/DO-IN

por Bruna Bernacchio

Ricardo       Monezi testou o Reiki em ratos com câncer (Ilustração: Matheus       Lopes)

Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das       mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças.       Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo       Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O       animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo       tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito       placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre       todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem       conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60       camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu       nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição       com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação”       teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma       pessoa.

Imposição de mãos nos grupos       “Controle-Luva” e “Impostação”, respectivamente (imagens retiradas do       mestrado de Monezi) Continue lendo “Acupuntura e Reiki agora têm explicação científica”

Virtudes e vícios dividem os mesmos circuitos no cérebro

Entrevista David J. Linden Neurocientista mostra em livro que cérebro não discrimina prazer de jogo e bebida de atividades como filantropia O que o orgasmo, a comida gordurosa, o jogo, a bebida, a filantropia, os exercícios físicos e as drogas têm em comum? Sob o ponto de vista químico e fisiológico do cérebro, muita coisa. Em seu recente livro, “The Compass of Pleasure” (A bússola do prazer, sem edição no Brasil), o neurocientista David Linden, professor na Universidade Johns Hopkins, revela como agem os diferentes tipos de prazer nos circuitos cerebrais e como eles podem se tornar vícios. “Há uma unidade neural de virtude e vício. E o prazer é a nossa bússola, não importa o caminho que tomamos”, diz Linden, 50. Ele afirma que há estudos experimentais para o desenvolvimento de uma vacina capaz de prevenir dependências em pessoas com predisposição genética. Os genes respondem por até 60% da vulnerabilidade ao vício. Em um futuro distante, Linden aposta que haverá meios artificiais de ativar os mecanismos de prazer. “Talvez teremos algo como um capacete que ativará os circuitos cerebrais do prazer na intensidade que você desejar.” Folha – Por que o sr. escreveu um livro sobre prazer? David Linden – Todo mundo está interessado em prazer. As pessoas amam comida, sexo, jogos, drogas, exercícios. E o prazer é uma questão central no nosso sistema legal e governamental. Várias leis falam de prazer, quando regulam atividades sexuais, drogas ou jogos. No entanto, hoje sabemos que, do ponto de vista fisiológico e químico, o prazer que sentimos em atividades como correr ou fazer um trabalho filantrópico é o mesmo dos vícios. Há uma unidade neural de virtude e vício. E o prazer é a nossa bússola, não importa o caminho que tomamos. Quando o prazer vira vício? Continue lendo “Virtudes e vícios dividem os mesmos circuitos no cérebro”