REJEIÇÃO A FILHOS – PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

César Grisa

É fato que a medida que o mundo se industrializa cada vez mais, os acampamentos humanos ao redor das grandes industrias e todo o sistema consumidor que depende destas cresce desproporcionalmente, nossas cidades crescem, os espaços diminuem, a competitividade aumenta e a vida fica cada vez mais complicada.

Hoje nas grandes cidades é assustador o número de jovens que resistem a pensar em formar uma família, casar, ter filhos. As respostas para o entendimento destas questões estão em dois níveis de compreensão, o nível pessoal, onde explanaremos sobre o fator psicológico e o nível biossocial, ou seja, a relação do homem com seu ecosistema.

Antigamente o nascimento de um filho era comemorado não só pela realização de nos tornarmos pais, mas sim pelas boas perspectivas de futuro que esse filho trazia. Quanto mais filhos nascia, mais mão-de-obra, mais ajuda e mais sonhos de prosperidade se tinha. Filho, principalmente no campo (Roça) era uma dádiva. Naquele tempo existia uma preferência por filhos homens, os quais eram mais úteis devido ao trabalho braçal, mas e hoje? Com o desenvolvimento da tecnologia e o surgimento das máquinas agrícolas que fazem tudo com apenas uma pessoa no comando a necessidade de mão-de-obra está se extinguindo, fazendo com que mesmo no campo comece a aumentar a mentalidade de se ter poucos filhos. As famílias numerosas estão acabando, em algumas cidades da Europa a população é na maioria idosos e o número de jovens cada vez menor. A realidade das grandes cidades é mais assustadora, filho aqui é problema, pois cada filho que nasce, traz com ele muitos carnês de contas para pagar.

O conflito maior que enfrentamos hoje em dia é aquilo que nos passam em nossa formação e a realidade que temos que enfrentar. Somos criados por nossos pais e pela sociedade para casarmos e formarmos uma família, mas por outro lado presenciamos constantemente as rupturas familiares, separações, divórcios, brigas, incutindo em nós registros negativos de família, casamento, relacionamento e também de filhos.

Cada dez crianças que nascem hoje, sete foram rejeitadas por suas mães e/ou familiares. Crianças que foram vítimas de tentativas de aborto ou que sofreram apenas rejeições nos primeiros meses de gestação. A conseqüência disto em nosso mundo é que cada vez mais estão nascendo crianças com estruturas emocionais fragilizadas, candidatos a sofrerem de transtornos de ansiedade, como a síndrome do pânico e depressão, sem falar nas somatizações e problemas de saúde mais crônicos.

Depressão é insegurança diante do futuro, pois o futuro desse ser humano foi um dia ameaçado. Toda rejeição é uma ameaça a nossa sobrevivência, pois ser humano nenhum sobrevive sozinho. Viver é uma constante necessidade de socialização, aceitação, precisamos de pessoas, amigos, familiares, pois quanto mais aceitação temos, mais fortes nos sentimos.

Outra forma de ver e entender estas transformações é entendendo a relação do homem com a natureza, com a vida.

Hoje somos mais de seis bilhões de seres humanos vivendo em um planeta que ainda é rico em recursos naturais, mas o medo do futuro, o consumismo desequilibrado e a ambição de algumas pessoas estão esgotando rapidamente essa fonte. Precisamos entender que antes de matarmos o planeta este irá nos eliminar. A natureza encontra seus meios. Já tivemos exemplos claros de que ao destruirmos o meio ambiente, os mais afetados são os seres vivos e isso nos inclui. Será preciso que algo drástico aconteça para que acordemos e nos conscientizemos de tudo que está acontecendo.

A realidade é que a Natureza está encontrando meios de diminuir o numero de homens em seu solo. O que irá acontecer se pararmos de ter filhos? Porque está aumentando o número de homens impotentes e estéreis? Porque está aumentando o número de mulheres com dificuldade de engravidar? Porque o aumento de câncer de mama e de útero?

A mãe natureza encontrou um meio…

César A. Grisa – Parapsicólogo do Sistema Grisa – (48) 3223-7355

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