Você “acredita” em Clarividência?

Dr. Osmard Andrade Faria

Antes de começarmos a conversar sobre clarividência, é bom esclarecer a razão daquelas aspas em torno da palavra do título. É comum ouvirmos perguntarem às pessoas, se acreditam em Deus, na sobrevivência do espírito, na teoria do big-bang que teria dado início ao Universo, na vida inteligente em outros planetas, coisas assim. Nesses casos, a palavra “acredita” se impõe. Vamos reler um maravilhoso pensamento de Buda: “Não creiais em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo; não creiais em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém, que se enquadrar na vossa razão e depois de minucioso estudo foi confirmado pela vossa experiência, a isso aceitai como verdade, por isso pautai vossa conduta.”

A crença contém em si mesma, um pressuposto de inexistência. Acredita-se numa coisa quando não se pode provar sua autenticidade. O escritor Morris West dizia que a fé é um salto no escuro para os braços de Deus. Se Ele estiver lá, tudo bem… Abstraída a crença, o processo de busca da verdade, começa pela dúvida. A dúvida é a grande mãe de todas as verdades. Conforme ensinava Descartes, aquele que procura a verdade, deve, tanto quanto possível, duvidar de tudo. Dizia Bosh que o mais importante papel do cientista é ensinar o homem a compreender. Pois tudo que é compreendido, está certo, aprendemos com Oscar Wilde.

Assim como o caminho que leva da crença ao conhecimento, passa pela dúvida, também o caminho que vai daquilo que a gente sabe que é, até aquilo que a gente prova que é, passa pelo laboratório.

Feito esse intróito, posso voltar à pergunta do título: você acredita na clarividência?

A clarividência é um dos inúmeros fenômenos da área da chamada função psi ou paranormal, também conhecida como “extra sensory perception” (ESP). Os chamados “paranormais” são pessoas sensitivas que desenvolvem certas habilidades incomuns à maioria das outras. E como tais habilidades são essencialmente aleatórias, ou seja, não acontecem quando se quer, mas ocorrem ao sabor do acaso e das oportunidades, a tendência comum é dizer-se que tais fatos são frutos da nossa imaginação. Continue lendo “Você “acredita” em Clarividência?”

Acupuntura e Reiki agora têm explicação científica

Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias Holísticas em animais de laboratório. NOS SERES HUMANOS, MELHOR AINDA. Podemos incluir:
ACUPUNTURA, REIKI E  SHIATSU/DO-IN

por Bruna Bernacchio

Ricardo       Monezi testou o Reiki em ratos com câncer (Ilustração: Matheus       Lopes)

Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das       mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças.       Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo       Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O       animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo       tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito       placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre       todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem       conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60       camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu       nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição       com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação”       teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma       pessoa.

Imposição de mãos nos grupos       “Controle-Luva” e “Impostação”, respectivamente (imagens retiradas do       mestrado de Monezi) Continue lendo “Acupuntura e Reiki agora têm explicação científica”

Virtudes e vícios dividem os mesmos circuitos no cérebro

Entrevista David J. Linden Neurocientista mostra em livro que cérebro não discrimina prazer de jogo e bebida de atividades como filantropia O que o orgasmo, a comida gordurosa, o jogo, a bebida, a filantropia, os exercícios físicos e as drogas têm em comum? Sob o ponto de vista químico e fisiológico do cérebro, muita coisa. Em seu recente livro, “The Compass of Pleasure” (A bússola do prazer, sem edição no Brasil), o neurocientista David Linden, professor na Universidade Johns Hopkins, revela como agem os diferentes tipos de prazer nos circuitos cerebrais e como eles podem se tornar vícios. “Há uma unidade neural de virtude e vício. E o prazer é a nossa bússola, não importa o caminho que tomamos”, diz Linden, 50. Ele afirma que há estudos experimentais para o desenvolvimento de uma vacina capaz de prevenir dependências em pessoas com predisposição genética. Os genes respondem por até 60% da vulnerabilidade ao vício. Em um futuro distante, Linden aposta que haverá meios artificiais de ativar os mecanismos de prazer. “Talvez teremos algo como um capacete que ativará os circuitos cerebrais do prazer na intensidade que você desejar.” Folha – Por que o sr. escreveu um livro sobre prazer? David Linden – Todo mundo está interessado em prazer. As pessoas amam comida, sexo, jogos, drogas, exercícios. E o prazer é uma questão central no nosso sistema legal e governamental. Várias leis falam de prazer, quando regulam atividades sexuais, drogas ou jogos. No entanto, hoje sabemos que, do ponto de vista fisiológico e químico, o prazer que sentimos em atividades como correr ou fazer um trabalho filantrópico é o mesmo dos vícios. Há uma unidade neural de virtude e vício. E o prazer é a nossa bússola, não importa o caminho que tomamos. Quando o prazer vira vício? Continue lendo “Virtudes e vícios dividem os mesmos circuitos no cérebro”

Sua doença é o seu aliado, não seu inimigo

Este é um artigo publicado no “La Vanguardia em 27/11/2002”, é uma entrevista antiga, mas de grande interesse. A Entrevistada por Victor-M.Amela é Ghislaine Lanctot, uma ex-médica e autora de “A Máfia Médica”, que desafia o atual sistema de saúde.

Tenho 61 anos e nasci em Montreal (Canadá). Fui médica e hoje sou Ghislaine Lactot, médica da alma.

Divorciei-me duas vezes, tenho quatro filhos (de 37e 28 anos) e quatro netos.

Política? Soberania individual! Acredite em si mesmo: você é divino e se esqueceu.

A medicina moderna promove a doença, não a saúde: a denúncia sobre isso está em meu livro “A Máfia Médica”.

Estou gripado, o que você me receita?

– Nada.

Nem um pouco de Frenadol?

– Por quê? Para encobrir os sintomas? Não. Cuide de seus sintomas, ouça-se! E sua alma vai lhe dar a receita.

Mas eu fico na cama ou não?

– Pergunte a si mesmo, e faça o que você sente que lhe convém mais. Acredite em si mesmo!

Mas os vírus não se importam com o que eu acredito!

Oh, agora vejo: você escolhe o papel de vítima. Sua atitude é: “Eu peguei a gripe. Eu sou uma vítima de um vírus. Preciso de remédio”!

– Claro que sim, como todos…

Bem, aí está… Minha atitude seria: “Eu me dei uma gripe de presente. Eu sou o responsável! Devo me cuidar um pouco”. E eu gostaria de ir para a cama, repousaria, relaxaria, meditaria um pouco sobre como eu tenho me maltratado ultimamente. ..

– V. se deu uma gripe de presente, você diz?

Sim! Sua doença vem de você, e não de fora. A doença é um presente que você faz para se encontrar consigo mesmo. Continue lendo “Sua doença é o seu aliado, não seu inimigo”

Timo: a chave da energia vital

No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz “eu”, fica uma pequena glândula chamada timo.
Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital. Precisa dizer mais?

Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos.

Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho.
Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que
seu “tamanho anormal” poderiam causar problemas.

Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema
imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem.
Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fóra e para dentro.
Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.

Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros,
sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.

Amor e ódio o afetam profundamente.
Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias.
Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes.

Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.

O teste do pensamento

Um teste simples pode demonstrar essa conexão.
Feche os dedos polegar e indicador na posição de o.k, aperte com força e peça para alguém tentar abrí-los enquanto você pensa ” estou feliz”.
Depois repita pensando ” estou infeliz”.
A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz. (Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece…)

Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas.

Por exemplo, quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado.

As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas.

O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito…”
Fiquei de coração apertadinho”, por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.

O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração- e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.

“Lindo!”, você pode estar pensando, “mas e daí?”.
Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem estar e felicidade.

Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir.

a).. Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.
b).. Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o rítmo assim: uma forte e duas fracas.
Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica.
O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.

Ótimo, Íntimo, Cheio de estímulo. Bendito Timo.

Da jornalista e pesquisadora Sonia Hirsch

Unicamp MC 906 A Inteligência Artificial Ciência Cognitiva HIPNOSE

Unicamp
MC 906 A
Inteligência Artificial
Ciência Cognitiva
HIPNOSE
Carlos Romeu Tibério – RA 008284
Leandro Rodrigues Magalhães de Marco – RA 009089
Silvia Petean – RA 840999
Campinas, junho de 2004
OBJETIVO
Pretendemos aqui expor conceitos fundamentais sobre hipnose, um assunto
aboradado em ciência cognitiva.
Entendemos que nosso modelo de inteligência somos nós mesmos (homo
sapiens), então buscamos entender processos de pensamento/ação dos seres humanos,
como forma de buscar modelos, conceitos implantáveis para embutir inteligência em
programas.
Os conceitos aqui tratados foram expostos de forma e linguajar bem básicos
(direcionado para o público que não é profissional de qualquer área ligada à prática de
hipnose)
ORIGENS
Embora transes e várias formas de meditação façam parte de diferentes culturas
desde seus primórdios, um estudo científico do que podemos chamar hipnose só se deu
no final do século XVIII.
O paida hipnose moderna se chama Franz Mesmer, um médico austríaco.
Mesmer acreditava que o hipnotismo era uma força mística que fluía do
hipnotizador ao hipnotizado (que chamou de “magnetismo animal”).
A hipótese de Mesmer que o poder que está por trás da hinose vem do
hipnotizador, e que , de alguma forma, é infringido ao sujeito, prevaleceu por certo
tempo. Este elemento mágico de seua teoria, embora tenha tido crédito inicialmente, foi
logo depois descartado
Por homenagem a Mesmer , o termo hipnose fico conhecido como Mesmerismo1.
INTRODUÇÃO

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O Demônio de Laplace

Nos séculos 18 e 19, os modelos científicosmecanicistas colocam de lado os episódios de irregularidade ou o atribuem a desacertos nos métodos de análise. Euler é uma das poucas vozes discordantes, ao teorizar sobre acontecimentos que fogem ao determinismo das leis. Nessa época, as teorias baseadas na necessidade e na razão tendem a influenciar também o entendimento das ciências políticas e sociais. Surge a chamada “matemática social”, de Maupertius e Condorcet. Esses conceitos, elementos essenciais ao desenvolvimento da estatística, regem os trabalhos de boa parte dos iluministas.

Em 1814, Laplace refere-se, em um ensaio sobre as probabilidades, a uma idéia que se tornaria base de partida para todos os debates futuros sobre o caos, o acaso e o determinismo. Trata-se do “demônio de Laplace”, entidade que poderia ter pleno conhecimento sobre todo os fatos.”Devemos, portanto, ver o estado presente do universo como o efeito de seu estado anterior, e como a causa daquele que virá. Uma inteligência que, em qualquer instante dado, soubesse todas as forças pelas quais o mundo natural se move e a posição de cada uma de suas partes componentes, e que tivesse também a capacidade de submeter todos estes dados à análise matemática, poderia encompassar na mesma fórmula os movimento dos maiores objetos do universo e aqueles dos menores átomos; nada seria incerto para ele, e o futuro, assim como o passado estaria presente diante de seus olhos”, afirma.

Mas Laplace acrescenta: “Todos os esforços…O tendem a levar a mente humana cada vez mais próxima daquela inteligência, mas que ainda permanecerá sempre infinitamente inatingível”. A afirmação de Laplace revela que seu conceito de probalidade tem ligação com as limitações do conhecimento humano.

Na segunda metade do seculo passado, a evolução da teoria cinética dos gases resulta na produção de um modelo estatístico que apresenta sistemas com altos graus de liberdade. Maxwell atribui um aspecto de incerteza intrínseca ao conhecimento baseado em estatísticas. Mostra também a influência dos “pontos de singulares” na alteração do funcionamento dos sistemas. No final do século, Poincaré realiza um trabalho sobre o “problema dos n-corpos”. Trata-se de uma série de estudos gravitacionais relativos à mecânica celeste. O trabalho serve para acender novamente a chama da dúvida e abrir os olhos de cientistas e filósofos para a complexidade e a sofisticação dos fenômenos que regem a natureza.
Fonte – Estadão
Conceito do Demônio de Laplace:
Demônio de Laplace é um experimento mental concebido pelo físico Pierre Simon Laplace: de posse de todas as variáveis que determinam o estado do universo em um instante t, ele pode prever o seu estado no instante t’ > t.

Tal conceito é sustentado, conforme aponta o filósofo Lyotard em seu clássico “A Condição pós-moderna”, “pelo princípio de que os sistemas físicos, inclusive o sistema dos sistemas que é o universo, obedece a regularidades, que por conseguinte sua evolução delineia uma trajetória previsível e dá lugar a funções contínuas ‘normais’ (e à futurologia…)”. Segundo a teoria de Laplace esse demônio é um semi-deus, é onisciente e onipresente, possui a habilidade de fazer calculos incriveis e muito rápido.

O “Newton da França”, afirmava que o Demônio de Laplace era capaz de prever o comportamento futuro e passado do universo caso lhe fosse fornecido a velocidade e a posição inicial de uma partícula em especial…algo um tanto quanto dificil de ser feito com as tecnologias atuais, o que concretiza cada vez mais a dependência sensível das condições iniciais.
Fonte – Wikipedia
Bibliografia:
http://tiocesar.br.tripod.com/index-707.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%B4nio_de_Laplace